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Finanças Éticas e Alternativas: A COOP57 aqui tão perto.

Finanças Éticas e Alternativas: A COOP57 aqui tão perto.

Integrado no dia da economia solidária de Montemor-o-Novo, realizar-se-á no dia 19 de março pelas 22h, o encontro com os cooperadores portugueses da COOP57 e com dirigentes da COOP57 Andalucia.

Em vez de criamos novas organizações, poderemos articular com o trabalho em rede que existe há 20 anos em Espanha, usufruindo de uma organização já com uma atividade e um passado significativos, suportado por uma conceção ética e sustentável bem referenciada.

Do trabalho de proximidade que temos desenvolvido, ficam alguns pontos para alimentar a conversa e a discussão no próximo dia 19 de março, no café Tobias, em Montemor-o-Novo.

1 – COMO SE TORNAR SÓCIO DA COOP57 (não sendo espanhol, nem vivendo em Espanha)

As condições de integração são diferentes consoante se trata de uma entidade económica (SÓCIO DE SERVIÇOS) ou uma pessoa individual (SÓCIO COLABORADOR). Se for uma entidade económica tem que cumprir critérios éticos, sociais e ambientais, que são avaliados pela comissão social. Se for uma pessoa individual, não é sujeita a esse “crivo”.

2 – CONDIÇÕES PARA SER SÓCIO

Podem ser cooperadores da COOP57 as cooperativas, associações, fundações e outras entidades da economia social que realizem uma atividade económica de forma autónoma, com base em critérios de democracia económica e que aceitem os princípios de finanças éticas e solidárias da COOP57.

Para cooperadores coletivos é necessário uma participação no capital de 900,00 €. Essas entidades são analisadas previamente à aceitação como cooperadoras para se aferir se cumprem os critérios éticos aplicáveis. Para os individuais (cooperadores colaboradores) o valor é de 300, 00 € e a adesão pode ser feita on-line, não sendo sujeita a qualquer “crivo” uma vez que este tipo de sócios não têm acesso a crédito. Estes valores podem ser pagos em três prestações mensais.

A participação obrigatória no capital social não tem qualquer retribuição. As participações voluntárias pós capital social podem ser remuneradas mediante decisão da AG.

Por exemplo, para o ano de 2015, a AG decidiu que as participações voluntárias tinham uma remuneração de 1,25%/ano.

As participações obrigatórias estão sujeitas às perdas e ganhos da Cooperativa.

Tantas as participações obrigatórias como as voluntárias são acreditadas mediante títulos nominativos de capital social.

As participações voluntárias podem ser devolvidas, quando solicitadas, sem qualquer tipo de penalização.

3 – DIREITOS E DEVERES

Os cooperadores participam na AG de cada secção territorial a que pertencem com um voto independentemente das participações no capital social.

4  – … E AINDA !!
  1. As COOP57 mais próximas de Portugal são a COOP57 Andalucia e a COOP57 Galicia.
  2. De acordo com os membros da RedPES que também são cooperadores da COOP57 Andalucia, o modo mais fácil, rápido  e ético de termos uma COOP57 em Portugal é haver um número suficiente de cooperadores que, em determinado e oportuno momento, pediriam a criação da COOP57 Portugal, agregando o capital social que estava nas organizações onde tinham sido admitidos como cooperadores.
  3. Como exemplo, a COOP57 Andaluzia começou por várias pessoas/entidades serem cooperadoras da COOP57 Catalunha. Quando houve um número significativo de cooperadores / montante financeiro adequado para financiarem os projetos na sua região autonomizaram-se.
  4. As entidades coletivas portuguesas que se tornarem cooperadoras ficam com acesso aos financiamentos através da COOP57 onde se inscreverem.

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